Obesidade Infantil. Você está criando um obeso? Descubra:

Você pode evitar que sua filha (ou filho) sofra com os efeitos do excesso de peso hoje e no futuro mas para isso antes será necessário que você entenda alguns pontos chaves que segundo os experts podem, logo no início da vida, blindar seus filhos contra a obesidade infantil e adulta.

Aceite uma coisa desde o início pois isso vai poupar muito sofrimento futuro: Seus filhos só serão obesos se você permitir. Com exceção de raras doenças metabólicas a responsabilidade pelo peso da criança é dos pais. Uma criança não compra sua comida, não escolhe sua comida, não consegue sequer preparar sua própria comida, ela come o que lhe é dada em qualidade e quantidade exata que lhe é fornecida.

Você já ouviu dizer muitas vezes que uma criança é uma página em branco, ela nasce neutra, sem hábitos, sem manias nem vícios; tudo é moldável e tudo será moldado, queira você ou não. Por isso é quase desnecessários dizer que os gostos e hábitos alimentares de uma criança são criados a partir dos estímulos oferecidos pelos pais. E este processo começa a partir do nascimento, não quando a criança começa se comunicar, quando começa a comer. Ela entende, mesmo que não fale, já entende e seu paladar já está sendo moldado.

Nas próximas linhas vamos discutir conceitos importantíssimos que você precisa rever para evitar a obesidade infantil em seus filhos.

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Meu filho não come!

Pode parecer estranho falar de obesidade infantil na primeira infância já que o grande problema dos pais nessa fase parece ser outro. Você certamente já ouviu ou falou muito o jargão “MEU FILHO NÃO COME”. E esse parece ser o hino oficial das mães preocupadas com seus pequenos que a partir dos 6 meses passam a ingerir outros alimentos além do leite materno. Este é um ponto chave pois a necessidade pode gerar o exagero e os pais acabam por se perder.

Muitos pais, desesperados por que seus filhos parecem não comer acabam por inserir na dieta dos pequenos alimentos que, segundo seus padrões, são mais saborosos e muitas vezes, excessivamente gordurosos ou doces, na tentativa de fazer a criança comer mais. Começa aqui um caminho perigoso pois exatamente no momento que o paladar está sendo formado a criança acaba por entrar em contato com alimentos que são muito saborosos mas igualmente calóricos.

A solução para isso não é outra senão a insistência. Lembre-se que se a criança não está comendo não é porque a comida é ruim, pois a criança só conhece o gosto do leite materno. Insista e seja paciente e a criança vai tomar gosto pelo que é saudável.

Acima de tudo, esqueça a paranóia. Seu filho precisa de muito menos comida para crescer saudável do que você pensa. Faça acompanhamento mensal com o pediatra no primeiro ano e se o desenvolvimento dele estiver dentro dos padrões não force nada mais. Ele não vai ter mais saúde ou ser mais inteligente se comer mais.

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De pequeno que se torce o pepino.

Ou melhor, “é de pequeno que se ensina a comer pepino”. O excesso de peso geralmente ocorre em pessoas que não conseguem controlar o paladar e comem excessivamente alimentos que consideram deliciosos e que por sua vez são excessivamente energéticos e gordurosos. A questão aqui é: Para uma criança que só comeu brócolis, o brócolis é o alimento mais delicioso do mundo. Quem apresenta os alimentos prejudiciais para a criança são os pais. Quem dá o primeiro pedaço de bolo, de chocolate, de bolachas e etc são os pais e depois de comer uma rosquinha açucarada o brócolis não será o alimento mais deliciosos do mundo nunca mais.

É inevitável que a criança entre em contato com os alimentos açucarados e gordurosos contudo quanto mais tempo isso demorar mais maduro e mais adaptado o paladar dela estará aos alimentos saudáveis, diminuindo as chances dela abandonar o que é bom pelo que só é gostoso.

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Esqueça o tudo ou nada.

Por mais que pareça incoerência é muito comum conhecermos pais, inclusive os preocupados com a obesidade infantil, que se entregam a política do “agora já foi”. Lutam bravamente para impedir que seus filhos entrem em contato com comidas industrializadas e “engordativas” e impedem, até por um ou dois anos, que as crianças comam qualquer coisa que não estiver na cartilha do que é saudável. Contudo aos poucos começam a ceder e rapidamente abandonam todo o trabalho feito até ali. Em poucos meses abrem mão do difícil trabalho de manter seus filhos apenas com alimentos saudáveis por considerar que agora que eles já entraram em contato com doces e guloseimas e portanto será impossível mantê-los longe dali em diante.

Deixe muito claro o que é regra e o que é exceção.

Qualquer criança que conheça a versão infantil de “enfiar o pé na jaca” não vai desaprender os bons hábitos de alimentação de repente. Mesmo que entre em contato com doces e guloseimas gordurosas, se isso for tratado e oferecido como exceção e apenas esporadicamente, tudo ficará bem. O segredo, novamente, é insistir. No dia seguinte à festinha do primo, na qual ele comeu salgadinhos e docinhos, seu filho pode estar um pouco chato para comer os vegetais costumeiros, mas depois de um ou dois dias, quando ele perceber que brigadeiro e coxinha não são pra todo dia ele voltará a comer o que deve.

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O que os olhos não veem o paladar não sente.

Mesmo que já tenha entrado em contato com refrigerantes, doces ou outras comidas pouco saudáveis nenhuma criança vai sentir falta disto se estas comidas não fizerem parte do ambiente que ela vive. Quando se trata desse tipo de comida o melhor mesmo é não comprar, mas caso você as compre, deixe-as escondidas. E claro, não provoque; se for comer coisas que a criança conhece mas não pode, faça isso longe dela.

Se quiser ensinar seu filho que doces são exceções não deixe que ele veja um pote de doce sempre que você abrir o armário.

Esqueça de uma vez por todas aquela frase destrutiva que, principalmente as avós, gostam de dizer: “Tadinho, ele tá com vontade…”. Se tiver que ter dó, tenha dó das doenças que seu filho vai contrair ou do bullying que ele vai sofrer na escola por causa da obesidade.

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Todos têm que entrar na dança.

Não tem jeito. Aposto que você gostaria que eu dissesse o contrário mas isso seria irracional. Para a criança não comer o que não presta e engorda a única maneira é não trazer esses alimentos para dentro de casa e consequentemente não colocá-los na mesa. Você não pode esperar que seu filho aceite bem o fato de ter um copo de água na frente dele e um de refrigerante na sua.

Expor os filhos a alimentos que ele sabe que são gostosos mas não deve comer vai causar um desgaste desnecessário na hora da refeição e isso também não é saudável, além do fato que mais cedo ou mais tarde você vai acabar cedendo e a obesidade infantil vai vencer.

Aproveite e mude os hábitos de toda família, todos vão sair ganhando.

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